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a época da frança é uma época de ouro na minha vida. antes de tudo, não precisa ir até o chuí comprar kit kat. ia até a tabacarie mais próxima, que no caso lá de casa, ficava a uns 2 minutos a pé. fora outras coisas que eu vivi na época: ensino público de altíssima qualidade, show do pink floyd, viajar por toda a europa de carro, eurodisney, conhecer minha cidade natal, aprender a me virar sozinho numa cidade de milhões de habitantes, entre outras várias coisas. todas elas muito menos importantes que o kit kat, é claro.
não foi só comigo. graças ao orkut, uns anos atrás eu achei a michelle de novo. entre os brasileiros, foi minha melhor amiga na frança, com certeza. e esses dias eu falava com ela, que hoje mora nos EUA, no msn e a gente teve mais ou menos essa conversa:
- uma das coisas que eu sempre lembro daquela época é de você jogando videogame.
- videogame? não era computador?
- era videogame.
- eu era péssimo no videogame.
- we should have never left those fuckin' times. queria ficar pra sempre presa em qualquer dia que fosse na frança. era tudo perfeito.
- ahahah. se eu tivesse que escolher um dia pra voltar na máquina do tempo, escolhia 11/08/1994.
- por que?
- como por que? esplanade des quinconces! pink floyd!
não deu 5 segundos, meu winamp no shuffle tocou o seguinte arquivo:
Pink Floyd - 11-08-94 - 09 One of these days
não sei se é deus, se é a matrix ou se é a alanis morrissette. mas alguém por aí se diverte às nossas custas.
acho que já postei com esse título, mas enfim...
a gente raramente pensa no que PODERIA ter acontecido caso tivéssemos feito diferente quando tudo dá certo. tipo: teu time acerta um gol de falta no último minuto. por que pensar "e se ele tivesse errado?". ora, tudo aconteceu exatamente como tinha que acontecer. a outra torcida? não existe. existo eu, só.
hoje eu fui no iguatemi e resolvi deixar o carro na rua, em vez de entrar no estacionamento. 4,50 por 15 minutinhos é um ultraje, e por mais que eu só fosse comprar CDs virgens, sempre penso que pode acontecer uma merda e o preço do CD inflacionar subitamente.
mas eu tava com meu irmão e eu tinha que tirar uma grana pra pagar um táxi pra ele pro show do FNM. como o caixa do BB do iguatemi tá sendo reformado, tive que ir até o bourbon country pra tirar a grana lá. mas não fui: atravessando a renner eu me liguei que eu tinha dinheiro na carteira. então o bruno seguiu pro bourbon, já que queria ir na cultura, e eu voltei pro carro.
quando entrei no carro, a janela do carona aberta. meu irmão esqueceu de fechar. olhei por tudo à volta, tavam lá meu som, meus óculos escuros, meus CDs, tudo... aliás, fiquei surpreso de estar lá O CARRO.
pensei na mesma hora: se eu tivesse ido até o bourbon e tivessem entrado ou levado o carro, eu pensaria "bah, quando não consegui pegar dinheiro no iguatemi, devia ter ido direto pro carro...". mas eu não fui até o bourbon e tava tudo certo. a pergunta que fica é: e se eu tivesse ido até o bourbon pegar dinheiro?
impossível saber.
talvez evidenciando algum traço de TIMIDEZ da banda, novamente no eclipse, para um público pequeno, fizemos um showzaço. bem melhor e mais concentrado do que o show (divertido porém) desatento do manara que recebeu 700 pessoas uma semana antes.
ok: crédito pro fato de que pro outro show a gente não fez nenhum ensaio. pra esse a gente fez... um. 01.
destaque pro maluco que, depois de 3 bis, fez um lobby pra galera pra gente tocar mais um. na falta de repertório, ele pediu para ricochetearmos ricochet. ricocheteamos. e o cara ganhou o microfone do zed. berrou feito um louco, pulou, se contorceu e no final veio me dizer que eu era o cara. gente fina.
seguindo a galinhagem de bis aleatórios no final, fiz um dueto piano/voz de freak, do silverchair, com o japa, um dos donos do eclipse. o denis puxou, travou e parou. eu continuei. deve ser algo meio inédito no mundo.
também rolou a infalível killing in the name of, aproveitando as guitas afinadas em ré.
e hoje tem show da Faith No More, banda cover de ZOMBIE EATERS, no pepsi on stage. vou lá conferir se eles são tão fiéis a nós quanto dizem que são...
o show 6, no manara, foi bacana. impressionante como, em determinadas situações, tu pode errar o que tu quiser que mesmo assim todo mundo vai achar do caralho. o denis subiu ao palco trêbado e estourou uma corda na primeira música. descobrimos que começar show com land of sunshine é furada, inclusive o lucas puxou from out of nowhere na contagem da bateria, de tão acostumado que ele já tava.
fora isso, sei lá. o zed deu um mosh e dominou a galera.
ah, porra... o próximo show é daqui a pouco mais de uma hora... e eu tou postando DO BANHEIRO.

creio que esse é o mês mais musical da minha vida.
não parando de tocar e não parando pra postar, já vou acumulando posts de novo. mas talvez eu nem queira comentar muito dessa vez: o show no OK:ROCK! não foi lá grande coisa. por algum motivo, por mais que nos dois ensaios as músicas tenham saído redondinhas, na hora h rolou alguma indecisão. em pelo menos 2 momentos, a banda se perdeu e a coisa desandou. sei lá. deve ser a lua. tava cheia pra caralho aquela noite.
o ponto alto da festa certamente foi o show da véspera. o lucídio me disse que há um certo nervosismo pra abrir pro faith no more. falei pra ele que é só questão de controlar a ansiedade e o medo do palco grande com muita gente vendo. porque o show deles no garagem foi absolutamente coeso. o negócio é desmistificar o evento: tem que chegar lá e tocar com as bolas. e o resto que se exploda.
até o show do OK:ROCK! eu tinha certeza que o garagem me dava azar. eu sempre fiz shows vazios lá, com gente encostadas pelas paredes. essa impressão mudou no show da absence of sábado passado. aliás, melhor isso do que tocar pra um monte de gente com a ZE e não ter ninguém no da AO.
até porque hoje já tem show da zombie de novo. e dessa vez é no palco principal do manara, onde o espaço é bom e sempre rende umas fotos afudê hehehe. e assim como conseguimos com a absence of semana passada, talvez esse show seja filmado com camera profi, também.

assim que der, um post bacana sobre o show da absence of dia 17/10. esse sim. foi do caralho.
aleluia! nosso último show foi em MAIO DE 2008. em condições meio precárias, diga-se de passagem. mas não dá nada. amanhã vamos de novo.
e eu resolvi ir com força máxima: pela segunda vez, vou levar o tokai, além do korg, pro show. vou ter timbres de hammond organ matadores.
fora isso, música nova pintando no set list. apareçam lá!
o show do faith no more já movimenta porto alegre, de alguma forma. eu mesmo tive medo de ser preso como cambista: em 3 idas ao am/pm, comprei ingresso pra mim, pro meu irmão, pro rodrigo de são lourenço do sul e pro gustavo. a história do ingresso do rodrigo vale um post à parte.
recentemente vazaram as exigências da banda em relação a toalhas. nem vou comentar nada. leiam e se matem rindo. ou façam comentários como "que bixice", "como se acham" e afins, sinal de que vocês não conhecem o estilo dos caras. ou do mike patton.
mas o grande fato da semana foi, sem a menor dúvida, a escolha da banda de abertura do show deles, no próximo dia 3, no pepsi on stage. a banda escolhida foi, simplesmente, a véspera, cujos baixista e baterista são membros da zombie eaters, a faith no more cover na qual eu toco. eu gosto muito deles e dos outros rapazes da véspera. não são metidos nem chatos. nem se vestem como seres egressos de outras décadas.
por isso mesmo, eu achei isso animal, do caralho, puta merda! e acharia ainda mais animal, do caralho, puta merda se eu tivesse dito "topo", na saída de um ensaio da zombie eaters ao qual todos os caras da véspera assistiram, QUANDO ELES ME CONVIDARAM PARA ENTRAR PARA A BANDA.
me sinto meio mick taylor.
***
tem show da absence of sábado no garagem hermética. um post decente assim que eu tiver tempo.
***
a quantidade de coisas que eu tenho pra postar é inversamente proporcional ao tempo disponível. aconteceu tanta coisa no último MÊS que o que eu teria para contar na sexta-feira passada já ficou 100% defasado ontem. alguns fatos me obrigam a concluir que tem coisas que é melhor não contar. não que sejam "incontáveis", mas sim porque felicidade é uma coisa que realmente dura pouco. sexta eu era um cara acabado se sentindo feliz. hoje eu sou um cara acabado se sentindo acabado. isso é outro post, mas por enquanto, bola pra frente.
22 de agosto a gente fez um show monumental no eclipse, ali na cidade baixa. contrastando com a BOSTA que foram os dois shows anteriores, no garagem e em são leopoldo, a gente matou a pau.
a fórmula foi simples: naqueles dois shows do primeiro semestre a gente resolveu socar um monte de música legal no repertório e esquecemos de fazer o básico. o resultado foi um show grande pra caralho, desorganizado, mal ensaiado e até meio vazio. não conseguimos manter a mesma regularidade em todas as músicas e o show de são léo, em particular, foi uma das piores apresentações que eu já fiz na minha vida, musicalmente falando. ironicamente, em termos de diversão, foi uma das mais afudê - mas teria sido mais pertinente se houvesse alguém assando um churrasco por perto.
então, back to basics: tiramos as músicas legais porém menos conhecidos e ficamos com 11 clássicos absolutos, 12 com o bis. que PETARDO! tá certo que era aniversário do thiago, um dos donos do bar, e que ele já estava bêbado, já tinha tocado com a banda cover de foo fighters dele antes e tinha praticamente exigido a presença da nossa cover de faith no more na noite, mas o cara quase pirou. ele e todos os presentes, que não eram muitos, mas compensaram berrando mais que o zed em alguns momentos.
e eu queria comentar mais coisa, porque o show foi muito do caralho em quase tudo, mas não dá. eu só tou postando isso, às pressas, porque o meu tempo tá curto: hoje tem show de novo, e eu preciso dar um jeito num timbre de midlife crisis que não tá o bicho. portanto, curtam os vídeos desse show no eclipse. estão todos no www.youtube.com/zombieatersFNMcover.
e o flyer do show de hoje, só pra constar: